Guia politicamente incorreto da historia do brasil pdf

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Author:EARLEAN JONKER
Language:English, Spanish, Hindi
Country:Sweden
Genre:Business & Career
Pages:415
Published (Last):06.06.2016
ISBN:400-3-76954-959-2
Distribution:Free* [*Registration Required]
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Guia Politicamente Incorreto Da Historia Do Brasil Pdf

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So Paulo : Leya, ISBN 1. Ensaios brasileiros 2. Filosofia 3. Ironia I. Ele age em mim como o som, de quando eu era criana, da unha de um professor arranhando a lousa quadro-negro porque seu giz era muito pequeno: isso me dava arrepios na espinha. Contradizer tais sentimentos, ou no usar tal vocabulrio, colocar-se fora do grupo de homens civilizados ou deveria eu dizer pessoas? Costumo dizer que os aeroportos e os avies, alm de todos os lugares do mundo, viraram um grande churrasco na laje. O futuro do mundo ser brega. Isso um fato, apesar de ser um pecado mortal afirm-lo.

A antipatia que esta forma de tica ganhou depois do sculo 18 ainda que haja uma tendncia contempornea em recuperla se deve recusa da sensibilidade democrtica em reconhecer que nem todos so capazes de desenvolver um carter forte. A maioria tende covardia e fraqueza. Desculpar a falta de fora de carter da maioria se transformou em fato comum numa certa filosofia revolucionria depois da politizao da tica na esteira de Rousseau e Marx ou da ideologizao de tudo, como quando se culpa o capitalismo por tudo de mau no mundo.

Basicamente, o mundo sempre foi mau e continuar a ser, porque ele fruto do comportamento humano, que parece ter certos pressupostos naturais. Para os defensores do politicamente correto, tudo justificado dizendo que voc pobre, gay, negro, ndio, ou seja, algumas das vtimas sociais do mundo contemporneo. No se trata de dizer que no h sofrimento na histria de tais grupos, mas sim dos exageros do politicamente correto em querer fazer deles os proprietrios do monoplio do sofrimento e da capacidade de salvar o mundo.

O mundo no tem salvao. O aristoi sofre muito mais do que o homem comum. No Renascimento, outro filsofo, Maquiavel, volta ao tema da virtude, ainda que de modo diferente. Para o filsofo de Florena, alguns homens tm virt virtude enquanto a maioria no. E o que a virt? Virt uma qualidade do carter de alguns homens que os faz mais fortes e capazes de resolver problemas e enfrentar as dificuldades colocadas pelo dia a dia.

Maquiavel evidentemente pensa no lder poltico, mas podemos ampliar sua anlise para alm da poltica. A observao do comportamento humano e da experincia histrica parece mostrar que no a maioria dos homens que tem virt, a maioria banal, como sempre. Por outro lado, o conceito de fortuna o segundo termo importante do par essencial no pensamento maquiaveliano em seu famoso livro O Prncipe, ao lado da virt. Fortuna acaso. Para Maquiavel, e muitos outros filsofos, a realidade dominada pelo acaso, isto , no h providncia divina nenhuma gerindo os eventos da vida ou do mundo.

Vale salientar que aqui discutimos apenas o Maquiavel de O Prncipe. O virtuoso enfrenta melhor a fortuna, observando inclusive que muita coisa que as pessoas comuns remetem aos deuses ou ao prprio acaso pode ser enfrentada pela observao, disciplina, ousadia e coragem. Maquiavel nos lembra que a fortuna representada como uma mulher. Por isso, como toda mulher, ela demanda coragem, ousadia e impetuosidade no trato, e no, medo, timidez e covardia.

A proximidade entre virt e competncia com a lida da vida enorme. De qualquer forma, o domnio da fortuna sempre determinante, mas o virtuoso pode ter mais sucesso nesse enfrentamento durante algum tempo. Outra coisa que o politicamente correto detesta numa posio como a maquiaveliana seu desprezo por qualquer forma de idealizao do ser humano.

Para o filsofo de Florena, a natureza humana, talvez devido ao pavor diante dos efeitos avassaladores da fortuna, sempre fraca, mentirosa, volvel, infiel, interesseira. Em poucas palavras, sofre de agonia por precariedade. No h, aparentemente, possibilidade para a ideia de um cidado consciente que escapa desse determinismo causado pelo terror da fortuna. Todavia, um bom prncipe leia-se, virtuoso pode tirar o que h de melhor do homem, na medida em que d a ele a possibilidade de uma vida menos dominada pela fortuna, pelo menos nos limites do convvio poltico e social.

A ideia de uma aristocracia competente dando ao homem comum uma vida menos terrvel evidente no pensamento de Maquiavel. J no sculo 20, uma filsofa russa exilada nos Estados Unidos, Ayn Rand, nos deu a melhor descrio do que seria uma tica aristocrtica das virtudes no mundo contemporneo e burgus. Sua monumental obra de fico A Revolta de Atlas uma distopia.

Distopias so o contrrio de utopias que descrevem parasos futuros , pois descrevem futuros polticos e sociais terrveis. A distopia de Rand descreve um mundo dominado pela mentalidade socialista, coletivista e por isso mesmo preguiosa.

Na minha vida j tive a infeliz oportunidade de participar de vrias reunies na universidade, seja como aluno, seja como professor, nas quais estavam presentes muitas pessoas preocupadas com o coletivo e a igualdade, e nunca vi tamanha concentrao de pensamento a servio de tanta estupidez e nulidade.

Como dizia Tocqueville no sculo 19, autor do maior livro sobre democracia j escrito, Democracia na Amrica, a igualdade ama a mediocridade. Rand acerta em cheio quando mostra uma sociedade que s fala no bem comum e na igualdade entre as pessoas contra as diferenas naturais de virtudes entre elas, estas a servio do mau-caratismo, da preguia e da nulidade.

Ao buscar destruir as injustias sociais, o mundo descrito por Rand destri a produtividade, fonte de toda a vida, paralisando o mundo. Rand conhecida por seu realismo objetivo em tica. Para ela, uma pessoa corajosa, trabalhadora, inteligente, ousada produz a sua volta relaes humanas sejam elas econmicas, polticas, existenciais concretas que so teis, abundantes, produtivas.

Por exemplo, coragem produz no mundo ganhos materiais para todo mundo. Preguia e covardia produzem misria, mesquinhez, mentira. Isso mesmo: fora e coragem fazem as pessoas verdadeiras nas suas relaes, enquanto a ausncia de virtudes como essas as faz mentirosas e traioeiras. A distopia descrita por Rand a melhor imagem do mundo dominado pelo politicamente correto: inveja, preguia, mentira, pobreza, destruio do pensamento, tudo regado pelo falso amor pela humanidade.

Atlas aqui representa todos os homens e mulheres que carregam e sempre carregaram o mundo nas costas e que nos ltimos anos passaram a ser objeto de crtica pela esquerda rousseauniana. Alguns trechos do livro podero fazer voc ter nuseas se for uma pessoa que sofre na pele a mentira dos preguiosos amantes da igualdade. Rand afirma que a maior parte da humanidade sempre viveu s custas de uma minoria mais capaz e mais inteligente. Antes que algum leitor politicamente correto, com o mau carter que o caracteriza, tente dizer que isso fascismo, peo que me poupe.

Nada h de fascismo em Rand, apenas reconhecimento do bvio: poucos carregam muitos. Isso nada tem a ver com dio de raas, destruio das vtimas pelo contrrio, menos vtimas de pobreza existiro se existir mais gente produzindo riqueza ou outros croquetes ideolgicos. Uma das qualidades supremas de Rand ter percebido ainda em meados do sculo 20 que o mundo se preparava para desvalorizar aqueles mesmos graas aos quais os outros vivem, sob o papinho da justia social.

Se ela tivesse conhecido Obama, vomitaria. E esse convvio no fcil. Entre os dois, habita o que eu chamo de sensibilidade democrtica, um conjunto de caractersticas que vo alm do mero debate acerca das instituies democrticas, como poderes pblicos, partidos, eleies, plebiscitos etc.

No se trata de falar mal da democracia, ela o regime poltico menos ruim. At onde os especialistas podem falar, precisamos viver em grupos para sobreviver, mas para isso fazemos concesses ao grupo em troca de alguma segurana. Nesse sentido sou hobbesiano: o homem o lobo do homem, e o estado de natureza grosso modo , a maneira pr-poltico de vida, uma espcie de vida em bando do Neoltico devia ser bem pssimo.

Por isso precisamos de organizao e poder. Dentro desse quadro de ausncia de opo de vida sem Estado poltico, a democracia o menos pior porque procura institucionalizar as tenses da vida em grupo, distribuindo os poderes de modo menos concentrado.

A tentativa de definir a democracia como regime de direitos ridcula porque no existem direitos sem deveres, por isso a ideia de que piolhos ou frangos tenham direitos comea a aparecer quando separamos direitos de sua contrapartida anterior, os deveres.

A praga PC costuma fazer essa separao por motivos de marketing poltico e ignorncia filosfica. Mas, independentemente de a democracia ser nossa melhor opo, h problemas nela, claro. Como dizia Tocqueville, a democracia tem impactos especficos nos humores, temperamentos, hbitos e costumes.

O que chamo de sensibilidade democrtica parte desses impactos. Uma coisa que salta aos olhos a tentativa de chamar qualquer um que critique a democracia de antidemocrtico. A sensibilidade democrtica dolorida, qualquer coisa ela grita. Mas no me engano com ela: esse grito nada mais do que a tentativa de impedir crticas que reduzam a vocao tambm tirnica que a democracia tem como regime do povo.

O povo sempre opressor, Rousseau e Marx so dois mentirosos. Mesmo na Bblia, quando os profetas de Israel criticavam os poderosos, tambm criticavam o povo, que nunca foi heri de nada. Alis, o risco da tirania do povo j tinha sido apontado pelo prprio Tocqueville.

As duas formas mais evidentes de tirania so a da maioria e a do dinheiro criador de uma aristocracia do dinheiro em lugar da de sangue. Para evitar esse risco tirnico, precisamos cuidar dos mecanismos de pesos e contrapesos da democracia suas instituies em conflito, mdia, instncias de razo pblica, como escolas, universidades, a prpria mdia, tribunais etc.

O povo sempre opressor. Quando aparece politicamente, para quebrar coisas. O povo adere fcil e descaradamente como aderiu nos sculos 19 e 20 a toda forma de totalitarismo. Se der comida, casa e hospital, o povo faz qualquer coisa que voc pedir. Confiar no povo como regulador da democracia confiar nos bons modos de um leo mesa. S mentirosos e ignorantes tm orgasmos polticos com o povo. Mas, voltando a liberdade igualdade, principal tenso na democracia: segundo Tocqueville, no h como evitar essa tenso porque ambas so valores de raiz da democracia.

Quando voc d mais espao para a liberdade, a tendncia de que a democracia acentue as diferenas entre as pessoas e os grupos que nela vivem.

Mas a liberdade a chave da capacidade criativa e empreendedora do homem. Quando voc acentua a igualdade, a democracia ganha em nivelamento e perde em criatividade e gerao de abundncia para as pessoas. O politicamente correto um caso clssico de censura liberdade de pensamento, por isso, sob ele, o pensamento pblico fica pobre e repetitivo, por isso medocre e covarde.

Quando se acentua a igualdade na democracia, amplia-se a mediocridade, porque os covardes temem a liberdade.

Por exemplo, os regimes marxistas, assim como os fascistas de direita os marxistas so os fascistas de esquerda , reduziram o pensamento e a vida das pessoas ao nvel de um formigueiro.

Mas a sensibilidade democrtica sofre quando se aponta a relao entre culto da igualdade e mediocridade. Essa questo toca fundo na natureza humana, que tende facilmente inrcia, a fim de garantir o cotidiano.

Algo na natureza humana ama a mediocridade. Outra caracterstica problemtica da democracia sua vocao tagarela, como dizia o conde de Tocqueville. Nela, as pessoas so estimuladas a ter opinio sobre tudo, e a afirmao de que todos os homens so iguais quando a igualdade deve ser apenas perante um tribunal leva as pessoas mais idiotas a assumir que so capazes de opinar sobre tudo.

E, como dizia nosso conde, Descartes filsofo francs do sculo 17 nunca imaginou que algum levasse to a serio sua ideia de que o bom senso foi dado a todos os homens em quantidades iguais o que evidentemente uma mentira emprica.

O resultado que, se voc pe em dvida a capacidade igual entre os homens de ter opinies, a sensibilidade democrtica grita de agonia. Mesmo homens com diploma universitrio de engenharia, por exemplo, se julgam capazes de pensamentos profundos sobre o mundo, revelando como a universidade, ao se tornar um fenmeno de massa como dizia o filsofo espanhol Ortega y Gasset no sculo 20 , criou a iluso de opinies banais com ares cultos.

Uma coisa que nosso conde percebeu que o homem da democracia, quando quer saber algo, pergunta para a pessoa do seu lado, e o que a maioria disser, ele assume como verdade. Da que, no lugar do conhecimento, a democracia criou a opinio pblica. Mas talvez a pior coisa da democracia seja o fato de que ela deu aos idiotas a conscincia de seu poder numrico, como dizia o sbio Nelson Rodrigues.

Em suas colunas de jornais, o Nelson costumava dizer que os idiotas, maioria absoluta da humanidade, antes do advento da Revoluo Francesa, viviam suas vidas comendo, reproduzindo e babando na gravata.

Com a Revoluo Francesa e a democracia que a primeira no criou exatamente porque foi muito mais um regime de terror autoritrio , os idiotas perceberam que so em maior nmero, e de l para c todo mundo passou a ter de agrad-los, a fim de ter a possibilidade de existir principalmente intelectualmente. O nome disso marketing. Todo mundo que pensa um pouco vive com medo da fora democrtica numrica dos idiotas. O politicamente correto uma das faces iradas desses idiotas. O filsofo ingls Michael Oakeshott escreveu vrios textos criticando as utopias polticas criadas a partir do sculo Um deles, em especial, O nascimento do homem-massa na democracia representativa, dialoga com a intuio rodriguiana.

Para ambos, a democracia sempre d a vitria aos idiotas porque so a massa. Oakeshott descreve o nascimento, ainda no Renascimento, de uma moda intelectual segundo a qual todos os homens seriam capazes de ser indivduos. O nascimento da noo de indivduo no Renascimento italiano j tinha sido apontado pelo historiador suo do Renascimento Jacob Burckhardt no sculo O autor suo chegou mesmo a descrever em sua obra o fato de muitos burgueses pagarem a escritores em condies financeiras ruins para escrever sobre suas vidas, enaltecendo seus feitos.

Nas palavras de Burckhardt, a inteno era criar a noo do que hoje chamamos de ter uma personalidade prpria e especial. Claro que h uma relao importante entre o nascimento da noo de indivduo e o surgimento da burguesia, a classe que define seu prprio destino pela competncia de cada um, e no pela mera herana de sangue.

PONDÉ, Luiz Felipe - Guia Politicamente Incorreto da Filosofia.pdf

Com a runa da sociedade rural feudal, quase imvel, os burgueses criam o valor da individualidade competente e responsvel por si mesma, uma espcie de caso histrico do homem criador de seus prprios valores, como na utopia nietzschiana do super-homem.

Entretanto, quase todos fracassam na empreitada, porque o mundo sempre hostil individualidade, que fonte de valor para si mesma.

O argumento de Oakeshott que quase ningum indivduo de fato isto , quase ningum tem uma personalidade autnoma e ativa, e di ter uma personalidade assim , por isso a regra repetir o que a maioria faz, mentindo-se sobre o fracasso da individualidade verdadeira.

Ao contrrio de Kant, no sculo 18, que sonhava com uma sociedade de homens cada vez mais maduros a maioridade kantiana igual capacidade de tomar decises por si s, ou seja, autonomia , Oakeshott suspeitava que tomar decises por si mesmo era a maldio de poucos.

O politicamente correto adora dizer que a democracia feita de cidados conscientes e que todos so capazes de tomar decises autnomas, numa espcie de kantismo barato. Para Oakeshott, ser um indivduo implica solido e inseguranas que a maioria das pessoas simplesmente no suporta e, por isso, desiste.

Mas, como a democracia faz a propaganda da autonomia do indivduo como lastro dela mesma, acaba sendo hbito mentirmos sobre o fracasso da autonomia em escala poltica. Mas, se parasse por a, menos mal. Oakeshott dir que todos os indivduos fracassados odiaro os verdadeiros indivduos, caando-os pelo mundo porque eles resistem massificao necessria para a operao da democracia moderna.

Ao contrrio do que se diz, a democracia no opera pela autonomia, mas sim pela massificao crescente das opinies, como j dissera Tocqueville. Aquele indivduo fracassado indivduo manqu rapidamente se transformar em anti-indivduo e homem-massa, comprando modelos de personalidade que a mdia vende e seguindo lderes autoritrios ou populistas que afirmaro a autonomia para todos como se a autonomia fosse uma espcie de bolsa-famlia para toda a populao.

O indivduo verdadeiro sofre a perseguio mais descarada, porque ele sim vive a dureza de ter uma personalidade ativa e por isso mesmo acaba sendo um ctico com relao s promessas de autonomia para as massas. No fundo, o indivduo fracassado e o homem-massa invejam a liberdade do indivduo verdadeiro porque ela lhes parece um luxo.

Na realidade so primitivos demais para entender a maldio que ser indivduo e a dor que ser livre sem pertena a bandos. O encontro de Tocqueville, Nelson Rodrigues e Oakeshott evidente: o idiota raivoso fala sempre com fora de bando e, na democracia de massa em que vivemos, ele sim tem o poder absoluto de destruir todos os que no se submetem a sua regra de estupidez bem adaptada.

Quando o outro no cria problema, no h nenhum valor tico supremo em toler-lo. E, quando cria, quase sempre ningum o tolera. Veja, por exemplo, os eventos para dilogo inter-religioso. A discusso no pode durar mais do que meia hora, e logo devero servir os drinks e os croquettes, porque mais do que meia hora implicaria comear a falar a srio sobre as diferenas entre as religies as religies no querem todas a mesma coisa, isso conversa de mulherzinha.

Imagine cristos e judeus conversando sobre suas religies. Cristos assumem que Jesus foi o Messias que os judeus esperavam e tambm que Ele Deus , e, portanto, os judeus teriam perdido o bonde da histria ao no reconhecer Jesus como Messias. Por sua vez, os judeus pensam que os cristos pegaram o bonde errado ao assumir que Jesus foi o Messias. Logo, conflito.

O Retrato - Volume I

Melhor tomar drinks e comer croquettes. Muulmanos so lindos, ndios so lindos, a frica linda, canibais so lindos, imigrantes ilegais so lindos, enfim, todos os outros so lindos. Uma das reas mais amadas pela praga do politicamente correto a chamada tica do outro, ou seja, uma obrigao de acharmos que o outro sempre legal.

Outro aqui significa quase sempre outras culturas ou algo oposto a Igreja, Deus, heterossexual, capitalismo ou arrumar o quarto e lavar o banheiro todo dia.

Evidente que conviver com o diferente essencial numa sociedade como a nossa, assolada pelos movimentos geogrficos humanos, mas da a dizer que todo outro lindo falso e, como sempre acontece com o politicamente correto, desvaloriza o prprio drama da convivncia com o outro.

Existem dois filsofos muito ligados a esta causa da tica da alteridade o que no quer dizer que eles carregam em si a praga do politicamente correto , nome tcnico para o frisson do amor a todos os outros.

Um deles Martin Buber, e o outro, Emmanuel Levinas, ambos do sculo 20 e ambos judeus. Buber afirmava que as relaes no devem ser pautadas pelo binmio eu-isso, mas eu-tu.

Tanto faz se o outro for uma pessoa, um animal ou a natureza. A ideia em si muito boa como elevao do padro tico nas relaes no mundo, claro que s vezes impossvel, porque o mundo funciona na lgica das trocas de interesses e de possibilidades de interesses, e a natureza humana est mais para o Prncipe do Maquiavel do que para o Pequeno Prncipe.

J o Levinas, mais recente, afirmava que o rosto do outro, uma espcie de frmula para falar de qualquer outro e todos os outros, deve pautar as relaes humanas, o que muito prximo, resumindo a pera, da posio de Buber.

Para Levinas, no devemos querer saber o que as pessoas so ou para que elas servem, mas sim que so pessoas, e esse tipo de relao o modo de Deus operar, porque Deus o rosto do outro. Filosofias como essas sustentam o direito da existncia do outro no plano das relaes humanas e acabam por ser banalizadas no papinho de que o outro sempre legal e bonitinho por isso alguns filsofos profissionais consideram Levinas filsofo de mulherzinha.

Esse um problema que acomete as ideias abstratas e universais como esta: a realidade sempre menor ou maior do que ideias e, por isso, nunca igual s ideias. Grande parte da crtica que fazem filsofos como Nietzsche sculo 19 e Plato sobre essa tendncia a descrever mal o mundo porque o fazemos desde um ponto de vista ideal e no real. O problema da idealizao do outro em nosso mundo contemporneo pior porque somos saturados de outros pessoas que vivem e pensam de modo estranho e quase sempre desagradvel para ns em toda parte: nos condomnios, no metr, no nibus, no trnsito, no cinema, no aeroporto.

Quando os outros esto longe, do outro lado do oceano, bonitinho amar todos os outros, mas, quando eles tm cheiro e hbitos outros, a coisa complica. A crtica bobagem de o outro ser lindo no implica a defesa da destruio do outro, mas sim encararmos os impasses que a convivncia com o outro gera para a filosofia e para a vida.

O pecado capital da praga PC sempre dourar a plula, no mnimo. Em sociedades promscuas culturalmente, como as do capitalismo avanado, em que pessoas se misturam no metr e nas lojas, o outro est sempre ao seu lado e s vezes, na hora do rush, pisando no seu p ou tomando seu lugar no nibus ou a vaga no estacionamento. Mas pode ficar pior. Muitas pessoas gostam de dizer que as diferenas culturais so lindas, mas isso nem sempre verdade.

E que d para viver sempre em paz. Eu gostaria que isso fosse verdade. Imagine que voc mora em Londres, cidade saturada de outros. Imagine que voc seja uma pessoa legal e sem preconceitos.

De boa vontade, inclusive. It helped me understand concepts that I have always had an interest in but never fully tried to understand. I have a clearer picture of how a modern capitalist society is ideally supposed to run which has given me an inclination to perhaps improve the market economic model instead of outright reject it as my initial bias was leaning towards before reading this This definitely is a useful book to have.

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Readers Also Enjoyed. What do these discourses produce when their histories go public? Are professional historians so ideologically biased as they say, and if they are what makes them so different?

Well, of course, my interest here is not answering to such basic set of questions. But the actual values within it and the moralistic content presented in this kind of temporal discourses. In a nutshell, its normative format. It has no place for anything or anyone else.

The same ethics of discourse drives the arguments in defense of the Monument of Bandeirantes the trailblazers: Brilhante Ulstra. For the past to pass we have to look at it as a good thing, that we all share and miss. What they sometimes fail to see is nostalgia is an ambivalent feeling. They exacerbated the cult to nostalgic past via historiography or otherwise, much the same way public history and official historical commemorations do.

The main problem here is this: The concern with present time questions is apparently completely erased from the scene with nostalgic discourses in Brazil. The historical symbols become tools for the established powers of old and their values to prevail among a society craving for democracy and diversity. According to Svetlana Boym, the phenomenon of globalization actually encourages stronger local attachments of many sorts.

I think the boom of family histories might be counted as one, among many others. In counterpoint to our fascination with cyberspace and the virtual global village there is a global epidemic of nostalgia, an affective yearning for a rigid and stable community somewhere in time that enables the present to share or experience this feeling of a collective memory, a longing for continuity in a fragmented world, the urge to belong increased as well. Therefore I would like to address now on the ethics of nostalgia as the ethics of a temporal discourse.

This is what common sense dictates, right?

Leandro Narloch - Wikipedia

It is what some of these discourses do, professional historians do it as well. But if it is true that we all have the right on memory and history, this right gives us the responsibility for it as well, whether professional historian or not. This responsibility has a lot to do with present time. It means that what we choose to do with the past always resonates towards others in the here and now.

And here lies the ethical dimension to memory and history. How do we subordinate this answer, and its maxim if such , to the ever-changing development of truth — and re- enactment to truth in remembering and in forgetting as well — in this relation towards others here and now? Not truth as metaphysical goal, a good in itself, but truth as a process that has a voice and the ethics of discourses relies on that care towards others, in an agonistic way.

Cardoso on the Anniversary of the Years. Scenes of police repression during the manifestations against the official Years. What is celebrated underneath this is the genocide of millions of black slaves and native peoples — and re- enacts that same problem of today: They are not contemporary.

They are not modern. They are not Brazil. But the past remains here. It bursts out of the shadows of official memory and history, almost as ghosts, to haunt the fantasies of the powerful. The postponed demarcation of their reserve lands keeps on hold by the Federal Government, on the demand of the families and agribusiness companies. The fixed social places for black people, the rules and limitations for the rest of the people, the possibilities for the rich and former colonial landlords, now agribusiness men and women, and so on.

They became symbols as heroes celebrated by contemporary black movement. It is a very powerful and effective as much as symbolic way to deny everyone else the very possibility of being present, of sharing this contemporary status of a community that remembers the past in the here and now.

This ethics veils the pastness of those who have become invisible in the great scheme of things past. And in that same movement shuts the possibilities for their potential futures as well.

Their hopes, their most sacred freedom: They seek means to forget the privileges of today in the celebration of the past. The ethics of nostalgia discourses are means to an end: Who, how and why are the real matters for a debate.

Corporate Media, Construction Companies, some of the major Private Banks, Companies of exportation of meat, food industries, soy, and, of course, Politics. It celebrates the immigration to Brazil with the Confederate flags, traditional songs, food and dances from Southern USA. People want to forget themes such as racism, the limitless violence against others what makes them the minorities , and precariousness of life in the here and the now.

The problem is: The symbols are everywhere — even in Brazil, as we see. I wonder if there can be something as social justice without an ethics of temporal discourses. An ethics of social justice, that deals with the forms of temporal discourses, even nostalgic ones, that relates to our temporal beings outside that ruler of Western historical time that says to us that the past is dead and gone , that allows different temporalities into being, history, memory, tradition or otherwise.

Because sometimes, more often than we think, the past is not something dead and gone. It is still a living force, a metonymical element of the forms of social relations that we build between us. To build a larger human community seems to me completely urgent to our public acts of remembrance to reveal the processes of abstraction and objectification that happened in the past and still happens and restore to the peoples of the world the amputated parts of their own humanity, tying broken bonds and installing reciprocity and hope for a new horizon for memory and history.

To embrace and understand the plastic ability of a society we have to go much deeper.

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